Blue Jig


Gravado, mesturado e masterizado em Balea Musika Ideiak, Bilbao (Pais Basco) [Fev.- Mar. 2011] Engenheiro de som & produçom musical: Asier Ercilla Produçom: Ruaille-Buaille.

Bonus Track: gravado, mesturado e masterizado enm Belan Estudio, Barakaldo (Pais Basco) (1995). Engenheiro de som: Andoni Glez. Mijangos

MEMBROS

Aitor Gorostiza: Low & Tin Whistles, Harmónica
Alberte Sanmartín: Whistles, Gaita de Fol, Uilleann Pipes
Duncan Bennett: Voz, Guitarra Acústica, Bouzouki
Jon Hanni Iribar: Bateria
Kike Pérez: Violim
Luis M. Aveleira "Beltza"
: Baixo Elétrico, Voz

COLABORADORES

Arantzazu Iglesias: Voz, Pandeireta (5), Asier Ercilla: Teclados, Programaçons (3,5,6,7,8,9,11,12)), David Nanclares: Guitarra Elétrica (1,2,3,4,6,7,8), Endika Abella "Lahaine": Voz (1), Eunate Vilches: Violim (Todas as peças agás a 6), Jorge Gago: Tambor e Bombo Galegos  (5), Kepa Junkera: Trikitixa (5), Pottoki: Voz (8), Rubén Isasi: Flauta, Pandeireta, Tambores Escocesses (1,3,4,5,8,12), Xabier Valle: Albokote, Tarota (8).

William Henry Lane, máis conhecido polo alcume de Master Juba (c. 1825 – c. 1852) foi o primeiro dançante afro-americano que actuou em cenários para audiéncias de raça branca. Viveu no Five Points District de Nova Iorque, um bairro marginal onde inmigrantes irlandeses e pretos livres se mesturavam e compartilhavam as suas manifestaçóns culturais. Umha destas foi a dança, que viu xurdir dançantes pretos de jigs e reels como o próprio Master Juba, que combinarom a jiga irlandesa com passos de folclor africano, criando a semente de posteriores jeitos de dança como o claqué.

PISTAS

1.- Oh, Donald, My Son [Música: Trad. - Ruaille-Buaille - Ibon Ordóñez / Letra: Endika Abella (intro) - Duncan Bennett / Arranjos: Ruaille-Buaille]
Umha nai fala-lhe ao seu filho do perigo que tem o dar-se à bebida sem control. Disque homes de noite, bonecos de dia.
Nota de autoria encol desta peça

2.- I Got your Picture [Música: Duncan Bennett - Ruaille-Buaille / Letra: Duncan Bennett / Arranjos: Ruaille-Buaille]
Após um curto amorio, umha parte da parelha marcha do pais mentras à outra nom lhe queda máis cousa que umha foto, um número de teléfone... e demasiados recordos.

3.- Ballymack [Música: Trad. / Arranjos: Ruaille-Buaille]
Set ou série de três reels: “The Road To Ballymack”, “The Silver Spear” e “Come West Along The Road”. Puxemos-lhe o nome de Ballymack, pequena localidade irlandesa em Kilkenny.

4.- The Unquiet Grave / Blue Jig [Música: Trad. - Ruaille-Buaille - Ibon Ordóñez / Letra: Trad. / Arranjos: Ruaille-Buaille]
Umha história na que a pantasma da mulher morta aparece-se-lhe ao seu home para dicir-lhe que a vida segue adiante e hai que aproveitá-la bem.
Nota de autoria encol desta peça

5.- Boas Noites [Música: Trad. - Alberte Sanmartín / Letra: Trad. /Arranjos: Ruaille-Buaille - Kepa Junkera]
Da pequena aldeia de Morcelhe, na comarca luguessa de Os Ancares, som os devanceiros do nosso companheiro Alberte. Aló, os vizinhos ajudabam-se uns aos outros a malhá-lo trigo mais o centeo, e logo compartilhavam mesa convidados pola família proprietária dos cereais. Foi numha destas sobre-mesas longas, com chouriços e vinho a mans, onde Alberte aprendeu esta copla e… miragre… recordou-na.

6.- Friendly Fire [Música: Duncan Bennett - Trad. / Letra: Duncan Bennett / Arranjos: Ruaille-Buaille]
Os únicos soldados británicos mortos na Primeira Guerra do Golfo foram vítimas do “fogo amigo” dos seus aliados americanos. Como bem se sabe, nesta guerra os verdadeiros ganhadores foram os interesses económicos: a indústria do petróleo e os seus políticos leais.

7.- Gentlemen of England [Música: Duncan Bennett - Ruaille-Buaille / Letra: Trad. - Duncan Bennett / Arranjos: Ruaille-Buaille - Eunate Vilches]
Mentres os “senhores” ficam na sua morada a viver das rendas obtidas, os trabalhadores tenhem que se enfrontar ás calamidades do mar para levar o peixe a casa.

8.- Kama goli [Música: Trad. - Ruaille-Buaille / Letra: Aitor Gorostiza / Arranjos: Ruaille-Buaille - Eunate Vilches - Xabier Valle]
Cançom de amor em rominchela, lingua dos gitanos no Pais Basco baseada na mestura do romani com o euskera. A letra está inspirada no poema do mesmo nome de Jon Mirande, e a melodia vem do folclor bosniaco. Engade-se depois umha cançom de berze de Amorebieta (Bizkaia) adaptada à escala da melodia bosniaca. E Pottoki da-lhe voz a um verso do “bertsolari” (regueifeiro) Jon Sarasua.

9.- The lark in the morning [Música: Trad. / Arranjos: Ruaille-Buaille]
Umha jiga que agocha umha bonita história: disque um gaiteiro irlandês do século XVIII com moita sona, competiu perante umha noite enteira contra outro gaiteiro. Já a vir o abrente, e sem máis melodias às que recorrer, o nosso gaiteiro saiu da tasca. Sentado num banco, sentiu o assobio no mencer da cotovia e, fundamentado nesse cantar, correu aginha à taberna, interpretou esta melodia e ganhou o desafío.

10.- Far From Home [Música: Trad. - Duncan Bennett / Letra: Duncan Bennett / Arranjos: Ruaille-Buaille]
Cançom adicada a todos aqueles que, por raçóns diversas, tiverom que marchar da sua terra. Ainda que lhes fora bem no seu lugar de acolhida, sempre se sentiram longe da casa.

11.- Blarney Pilgrim [Música: Trad. / Arranjos: Ruaille-Buaille]
Set ou série de três jigas: “The Blarney Pilgrim”, “Morrison’s” e “The Legacy”. Na vila irlandesa de Blarney, hai umha pedra que, segundo dim, concede-lhe o dom do palique a quem a bica. Todos conhecemos a alguem assi, ou?

12.- The Number Two Top Seam [Música: Duncan Bennett - Ruaille-Buaille - Trad. / Letra: Trad. / Arranjos: Ruaille-Buaille]
Balada que fala dumha mina que, ao derrubar-se, engole parte da vila na que moravam as famílias dos trabalhadores.

Bonus Track: The Rocks of Bawn [Música & letra: Trad.]
Em lembrança do nosso bom amigo e cantante Fergus Ryan, que nos deixou recentemente, incluimos esta gravaçom na que interpreta umha balada que fala das penúrias que passaram os labregos irlandeses ao intentares trabalhar as terras mortas onde se virom botados tras a invasom de Cromwell no ano 1649.

                                                                                                                                                                                                                                 Letras 

Os nossos agradecementos a Jorge Gago (Ceo do Sil) e Arantzazu Iglesias. David Nanclares e Endika Abella (Bunpada Sound). Kepa Junkera. Pottoki. Rubén Isasi e Xabi Valle (Leonen Orroak – Albokak 2.1). Eunate Vilches (Jirabiraka) pola orquestraçom e harmonizaçom dos violíns. Aitor Hoz e Os Alegres Palmeiros de Mallona. À equipa de Balea Musika Ideiak pola sua profissionalidade e bom trato persoal nas longas horas de gravaçom no estudo: Asier Ercilla, Aitor Alzibar, Unai González e Itziar Alzibar. Hala Dzipo Kultur Elkartea: sempre ai quando os precissamos. Umha mençom especial a Beltza, pola sua adicaçom de tempo perante todo o trabalho no estudo. Txeroki, pola ajuda com o local de ensaio. Paco Díez e família polo trato que sempre nos dispensarom. Gorka Sáez pola sua grande laboura na pre-gravaçom. Jose Luis Martínez Simarro (Bideweb) por botar-nos umha mao com a página web. Pascu e todos os trabalhadores da Cervecera San Bizente, polos tentempés que nos preparam e por aturar as nossas longas tertúlias nocturnas. Mike Murphy e Ibón Ordóñez, cujas contribuçóns históricas ao grupo som palpáveis no resultado final deste trabalho. Aos nossos amigos e famílias polo seu apoio contínuo… e pola sua grande paciéncia.